Categoria: Artigos
Data: 30/01/2026
“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13).
O apóstolo Paulo explica a salvação como uma operação de resgate. Ele deixa claro que a salvação foi uma iniciativa de Deus. O verbo “libertar” significa salvar de algum tipo de escravidão. É a Liberdade para fazer qualquer coisa sem impedimentos. Deus libertou o seu povo do império das trevas: do poder, da autoridade e do domínio de satanás. O mundo sem Deus está completamente cego e perdido (2Co 4.4). Sem Deus tanto Paulo como os colossenses estavam em total escuridão e miséria.
Situação essa da qual não teriam nenhuma condição de sair. Eram escravos em seus pecados. Mas Deus transportou aqueles aos quais Ele libertou. “Transportar” descrevia a deportação da população de um país para outro, diante da vitória numa batalha. Deus resgatou seu povo da escravidão, e após isso não os deixou vagando por aí, mas os transportou para o reino do Filho de seu amor. Essa libertação foi completa, definitiva e irreversível.
Jesus é chamado de “Filho do seu amor”, porque foi nele que Deus o Pai expressou o seu amor pelos pecadores. O reino de Cristo é o seu domínio adquirido mediante sua morte na cruz e ressurreição pelo poder de Deus. Esse resgate e transporte foram realizados pela suficiente obra de Jesus.
Sem Cristo nós éramos impotentes, como escravos acorrentados, desesperançosos, pois por causa dos nossos pecados estávamos aprisionados debaixo do poder de satanás, pertencíamos a seu reino, e caminhávamos para as trevas definitivas. Vivíamos na escuridão do pecado. Não conseguíamos enxergar a luz da Salvação. Mas Deus nos amou e manifestou seu amor por nós enviando Cristo a este mundo, e assim nos libertou, abrindo os nossos olhos, concedendo-nos fé.
O amor de Deus em Cristo foi suficiente para nos libertar. A iniciativa foi de Deus, conforme vermos em 2Co 5.18a: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo”. Neste mundo se fala muito sobre liberdade, mas o que se apresenta como liberdade é escravidão. Toda religião ou qualquer prática contrária a Cristo na verdade não passam de escravidão.
Nós sem Cristo estávamos completamente perdidos, mas o amor de Deus foi suficiente para enviar o seu único Filho para morrer por nós, e assim nos libertar de nós mesmos, e da escravidão imposta por satanás. Já somos cidadãos do reino de Cristo. Não estamos mais sujeitos a escravidão do pecado e nem a obediência a vontade do diabo. Em resumo Deus nos transportou da escuridão para sua luz; da escravidão para a liberdade; e do poder de satanás para o poder de Deus (Rm 6.20-23).