Categoria: Artigos
Data: 26/06/2026
Quem é parecido com Cristo será inevitavelmente perseguido. Basta darmos uma olhada na Bíblia e na história da igreja e isso fica bem claro. Logo no começo da história cristã já houve os primeiros mártires. O próprio Jesus foi perseguido (Jo 10.31,32,39). E a perseguição foi tão intensa a ponto de Ele ter sido morto de forma injusta e dolorosa.
Há ainda outros exemplos de servos de Deus martirizados: Estevão morreu exercendo a sua pacificação, tentando ser instrumento de reconciliação usado por Deus na proclamação do evangelho (At 6.8-15; 7.1-60). O apóstolo Paulo também passou de perseguidor a perseguido (At 9.16; Rm 8.35; 2Co 11.23-25).
Vários livros do Novo Testamento foram escritos para orientar e consolar os cristãos que tanto sofriam com as perseguições. No decorrer da história houve muitas outras perseguições onde se incluem terríveis mortes aos cristãos. Os pré-reformadores foram mortos; os reformadores foram perseguidos.
Ainda nos nossos dias as perseguições continuam fortes em vários países. Todos nós quando vivemos de fato o evangelho manifestando as bem-aventuranças, também passaremos por perseguições: sejam elas ideológicas, físicas, políticas, dentre outras. Hoje por exemplo algumas leis nada mais são do que perseguições sutis a igreja.
A recompensa dessa bem-aventurança nada mais é do que a mesma recompensa da primeira, a saber, o reino dos céus. Dessa forma Jesus estava reafirmando que quando nós passamos por perseguições por buscarmos viver de conformidade com a vontade de Deus, podemos desfrutar da certeza de que a nossa Salvação já está completa; já somos cidadãos dos céus. Ele aplica este ensinamento ressaltando a questão da alegria da perseguição.
Jesus afirma que mesmo que sejamos alvos de insultos ou motivos de calúnia por causa da nossa retidão, devemos nos regozijar com isso. Ele fala de regozijo e de exultação, ou seja, alegria em dobro, reafirmando que os servos do passado sofreram dessa forma e que receberam grande galardão: recompensas eternas.
Portanto, quando passarmos por provações por causa da nossa retidão diante de Deus, poderemos olhar para o futuro cheios de esperança, pois isso atesta de que realmente somos mais que vencedores. Devemos também orar por aqueles que têm sido perseguidos para que estejam cheios de esperança. Nós seremos recompensados por tudo, não porque mereçamos alguma coisa, mas porque Deus em sua graça quer nos recompensar.