Categoria: Artigos
Data: 27/02/2026
“... se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Colossenses 1.23).
Paulo acrescenta uma condição para o que tinha dito até então aos seus leitores. Com isso ele não estava dizendo que havia a possibilidade de eles perderem a salvação, nem tão pouco que precisavam colaborar com a obra de Cristo. O que ele estava dizendo é que se alguém afirma ser cristão e continuar praticando as obras malignas ou vier a abandonar a Cristo revelará que nunca foi salvo realmente (1Jo 2.19).
A vida deles precisava evidenciar mudança, pois se criam realmente em Cristo, deveriam viver como santos, inculpáveis e irrepreensíveis, perseverando na fé, se apegando cada vez mais a suficiência de Cristo, estando firmados nele, não se deixando abalar, ao darem ouvidos a qualquer outro ensino que tirasse à única e verdadeira esperança que tinham por conhecerem a mensagem do evangelho, mas continuarem com total confiança, firmados na mensagem do evangelho.
Com estas declarações, portanto, Paulo estava querendo incentivar os colossenses a continuarem manifestando as atitudes do genuíno cristão, estando certos de que a própria perseverança na fé é um sinal de que uma pessoa é salva.
Mais à frente na carta Paulo mostraria de maneira prática como isso acontecia, ao dizer para buscarem e pensarem nas coisas lá do alto (3.1-4), renunciando às obras malignas, e se revestindo das virtudes cristãs (3.5-17), deixando claro que tudo isso só seria possível por causa da suficiente obra de Cristo.
Paulo ainda acrescentou que o evangelho havia sido pregado a toda criatura, ou seja, havia invadido todos grandes centros do mundo conhecido de até então. E Paulo tinha a incumbência de como ministro do Senhor proclamar este evangelho, servindo a causa do reino.
A cada dia que passa mais as pessoas falam sobre os privilégios dos crentes e menos sobre as suas responsabilidades. Todos gostam da ideia das bençãos relacionadas à salvação, do amor de Deus, da graça de Jesus, porém muitos querem ficar apenas nos privilégios da nova vida, porém, vivendo da mesma forma que antes de serem cristãos.
Temos muito que louvar a Cristo, que por meio de sua obra na cruz nos transformou de inimigos a amigos de Deus. Porém, só iremos demonstrar que somos reconciliados com Deus se vivermos como seus amigos.
Quando há uma genuína reconciliação entre dois amigos eles gostam de desfrutar da amizade. Nós vamos demonstrar que somos amigos de Deus pelos frutos que produzimos, dedicando todos os aspectos da nossa vida para Ele, não nos deixando enganar por nenhum tipo de ensino que nos leve para longe do Senhor.
Se alguém afirma ser salvo, mas não tem o desejo de viver para o seu melhor amigo, querendo continuar da mesma forma que antes é porque na verdade nunca foi salvo, nunca se tornou amigo de Deus. Sejamos, portanto, parecidos com nosso melhor amigo Jesus, e assim sempre experimentaremos a alegria de saber que somos amigos de Deus.