Categoria: Artigos
Data: 04/09/2026
Quando nos sentimos prejudicados por alguém o nosso desejo em muitas das vezes é de vingança. Mas qual deve ser a atitude do servo de Deus para com aquele que lhe causou mal? 

Este texto nos fala de José, que mesmo maltratado pelos seus próprios irmãos teve atitudes corretas. José reconheceu que Deus era o justo juíz. Reconheceu ainda o governo soberano de Deus. Por fim ele pagou o mal com o bem.

Reconhecendo que Deus é justo juiz
Quando formos prejudicados por alguém, sendo alvos de maldades ou de fofocas, não cabe a nós retribuirmos o mal, sendo vingativos. Devemos reconhecer que Deus é o único juiz, e um justo juiz, conforme lemos em Romanos: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19). Se for um caso de polícia, Deus se utilizará das autoridades como juiz que é. 

Temos que seguir o exemplo de José, porém muito mais o exemplo de Cristo, pois tudo que José fez foi porque ele foi alcançado pela graça daquele que viria para morrer por ele e por cada um de nós. Jesus poderia ter agido como juiz diante dos nossos pecados, mas Ele veio a este mundo para nos salvar. 

Reconhecendo o governo soberano de Deus
Nós devemos também reconhecer que não existe acasos em nossas vidas. Independentemente do que aconteça conosco precisamos reconhecer que nada foge ao controle de Deus, e que Ele tem um propósito maravilhoso para nós em tudo o que nos acontece, de maneira que até as piores coisas que nos façam contribuem para o nosso bem, mesmo que não pareça. 

Todos os detalhes da nossa história são dirigidos por Deus. Quanto mais reconhecermos isso, mais estaremos dispostos a perdoar e descansaremos plenamente no Senhor, enxergando o seu agir maravilhoso em nossas vidas. Reflitamos novamente na vida de Jesus. Jesus também reconhecia o governo soberano de Deus sobre a sua vida. 

Ele tinha convicção de que tudo o que estava acontecendo consigo estava dentro do plano soberano de Deus, e de fato Deus em sua soberania entregou o seu Filho para morrer por nós, como disse Pedro: “sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Atos 2.23). 

Retribuindo o mal com o bem
Finalmente devemos sempre pagar o mal com o bem. Temos o dever de orar pelos nossos inimigos (Mt 5.44), e fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudá-los em tudo, como disse o apóstolo Paulo escrevendo aos romanos: “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.20,21). 

Jesus Cristo é nosso maior exemplo e Salvador. Ele também retribuiu o mal com o bem. Na cruz Jesus rogou para que Deus perdoasse aqueles que o crucificaram, e nos perdoou de uma dívida que nunca teríamos como pagar, conforme vemos ilustrado na parábola do credor incompassivo (Mt 18.21-35). 

Devemos sempre perdoar e falar gentilmente com palavras de amor, perdão e bondade para com aqueles que nos prejudicam. Lembremos de que o nosso relacionamento com Deus determina o nosso relacionamento com as demais pessoas!


Autor: Pastor Eliseu Pereira Barbosa Lima   |   Visualizações: 317 pessoas
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