Categoria: Artigos
Data: 11/09/2026

Nós não conhecemos o dia da nossa morte. Não sabemos como será. Mas, uma certeza podemos ter: que se formos fiéis a Deus até o final, teremos um fim abençoado, conforme podemos ver na história de José. 

A notícia da morte de José leva o livro de Gênesis a sua conclusão. Neste pequeno discurso final de José há a recordação de temas predominantes em Gênesis, como fé na providência e na provisão de Deus e o compromisso com a terra prometida. 

Aqui Moisés fala primeiro sobre a quantidade de anos vividos por José, a saber, cento e dez anos. No Egito dessa época essa era considerada a extensão ideal da vida, e um sinal de benção divina. E de fato Deus tinha completado suas bênçãos na vida de José. Para o propósito da história do povo de Israel não seria relevante falar sobre a morte dos demais filhos de Israel, mas a de José sim, devido ter sido um dos principais patriarcas. 

José conseguiu acompanhar três gerações. Ter bisnetos e tataranetos não somente nessa época como no decorrer da Bíblia era sinal claro da bênção de Deus, e algo muito valioso naquele contexto histórico.

José disse a seus irmãos, não necessariamente irmãos no sentido literal da palavra, já que provavelmente todos ou quase todos já tinham morrido, porém aos seus parentes, os israelitas que Deus os visitaria no futuro, livrando-os da escravidão no Egito, conduzindo-os até a terra de Canaã. 

José disse isso porque confiava plenamente nas promessas de Deus aos seus antepassados e estava consolando seus familiares com essa esperança maravilhosa. Ele sabia que os israelitas que no momento estavam vivendo tranquilamente no Egito seriam escravos ali. 

Embora os israelitas tivessem descido por causa da fome, continuaram no Egito não apenas até a morte de José como ainda habitariam ali por mais 400 anos. José percebendo a chegada da sua morte pediu que eles lhe fizessem um juramento de que quando voltassem a Canaã levariam os seus ossos com eles. Este juramento foi passado de geração em geração. 

Moisés o cumpriria quando libertasse os israelitas do Egito, levando os ossos de José até Canaã (Êx 13.19), e estes seriam enterrados em Siquém, que seria a herança de seus descendentes (Js 24.32), porém José foi embalsamado no Egito, provavelmente com honras.

Nós devemos confortar os nossos irmãos com os mesmos confortos com os quais nós mesmos somos confortados por Deus. Temos que encorajar nossos irmãos a descansarem nas promessas do Senhor. É necessário fazermos isso durante nossa vida com nosso próprio exemplo e disposição de ajudar. Mas também quando estivermos prestes a partir deste mundo. 

Quando seguimos o mesmo Deus verdadeiro seja dos nossos guias espirituais, ou de grandes amigos, mesmo quando estes morrerem, apesar de perdermos alguém querido, que é um exemplo e fé para nós, podemos continuar vivendo de maneira tranquila, pela convicção de que teremos o Senhor Jesus conosco, e a certeza de que esta vida é passageira. Assim apesar de tudo de mal que aconteça neste mundo e inclusive com nós cristãos, não devemos perder a esperança. 

Um dia finalmente iremos habitar eternamente na terra da promessa; na Canaã Celestial; no paraíso que Jesus foi preparar para nós. Independentemente do local em que formos enterrados, o mais importante é que ressuscitaremos com Jesus no paraíso, e no fim quando Ele retornar a este mundo nosso corpo também ressuscitará para habitar com Ele para sempre. 

Autor: Pastor Eliseu Pereira Barbosa Lima   |   Visualizações: 276 pessoas
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