Categoria: Artigos
Data: 12/12/2025
“Eis o que o Senhor vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer, um gômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda” (Êxodo 16.16). “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6.11).
Consumismo tem sido um dos males mais prejudiciais dos nossos dias. Há uma grande diferença entre consumo e consumismo, pois no consumo as pessoas adquirem somente o que é necessário para a sobrevivência, enquanto o consumismo se caracteriza pela compra de produtos desnecessários. Ele tem atingido pessoas de todas as classes sociais e de todas as faixas etárias.
No caso daqueles que tem uma classe social melhor, acabam consumindo coisas mais caras e algumas vezes em quantidades exorbitantes. Em se tratando das classes sociais mais baixas, o consumismo muitas vezes chega ao ponto de fazer com que as pessoas usem o cartão de crédito de forma descontrolada.
Os próprios pais muitas vezes contribuem para que as crianças se tornem consumistas, comprando muitos brinquedos para elas. Os adolescentes e os jovens estão sempre demasiadamente atentos às novidades tecnológicas ou de roupas. Os adultos acabam comprando objetos para a casa que são desnecessários.
As influências para o consumismo são as mais diversas, dentre as quais estão principalmente as propagandas na TV e na internet, que por sua vez são muito criativas e chamativas, e as novidades são constantes. Há também propagandas em cartazes, revistas e nas vitrines dos shoppings.
O grande avanço da tecnologia é um importante fator para o consumismo, já que sempre está surgindo algo novo que chama bastante atenção. O fato é que grande parte das pessoas de nossa sociedade estão muito presas às novidades, de forma que muitas vezes não medem as consequências e nem ao menos fazem a pergunta: eu de fato preciso disso?
Diante desse quadro fica a seguinte pergunta: terá o cristianismo uma resposta que solucione o consumismo? A resposta é sim. Aprendemos na Bíblia que não devemos colocar o nosso coração nas coisas, mas sim no provedor delas, e quando isso acontece conseguimos descansar em um Deus que nos concede tudo o que precisamos.
E assim seremos motivados à gratidão e ao contentamento daquilo que é suficiente, não desperdiçando o nosso dinheiro, e faremos um adequado planejamento, não entrando em dívidas. Em resumo, a resposta cristã é de que a verdadeira satisfação não pode ser encontrada em coisas, mas sim naquele que nos concede tudo o que necessitamos.