Categoria: Artigos
Data: 09/01/2026
“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer” (Colossenses 4.2-4).
Aqui Paulo afirma que a oração deve ser perseverante, com vigilância, ou seja, que os colossenses estivessem sempre alerta, orando com paciência e persistência, sem desanimar. E ainda os exortou a ter gratidão no coração. Um pouco antes ele já os tinha exortado a serem gratos (1.12; 2.7; 3.15,17). Isso mostra o quanto Paulo reconhecia as bênçãos de Deus, sendo grato a Ele, mesmo estando preso por causa do evangelho. E ele queria que os colossenses também tivessem a devida humildade e o reconhecimento de tudo o que Deus fazia por eles.
Paulo pediu também para que suplicassem pelos líderes e pelo avanço do reino. No decorrer da carta, por duas vezes Paulo orou pelos colossenses, porém, aqui no final da carta ele pediu para que eles orassem por ele, já que se encontrava preso e desejava pregar o evangelho. Ele não pediu mais nada para a igreja, mas apenas que orassem por ele. Paulo tinha consciência de sua total dependência das orações dos seus irmãos em Cristo. Entendia que Deus em sua soberania se utilizaria das orações dos cristãos para abrir portas para pregar o evangelho.
Como resposta das orações, Deus poderia fazer com que surgissem várias circunstâncias favoráveis para se realizar a obra de Deus. Paulo não pede para ficar livre, mas para que pudesse pregar o evangelho, apesar da situação em que se encontrava. Mesmo preso, as portas estavam abertas para pregar o evangelho (Fl 1.12-14; At 28.30,31). Ele pediu que orassem para que pudesse revelar o mistério sobre Cristo para aqueles que não conheciam a Jesus.
Nós crentes no século 21 também temos que perseverar em oração. É necessário estarmos sempre vigilantes em oração pela nossa igreja e por nós, para não cairmos em tentação e pecado (Mt 25.13; 26.40,41). Nossas orações devem ser cheias de gratidão por vários motivos: principalmente pela obra maravilhosa de Cristo por nós. Oremos uns pelos outros, mas também pelos líderes da igreja, que pregam o evangelho. É fundamental ainda orarmos pelos missionários, principalmente por aqueles que têm passado por perseguições, para que Deus lhes abra portas para pregar o evangelho com liberdade e clareza.
Oremos também pelos líderes da nossa denominação em nosso país, para que tenham sempre uma visão ampla de reino, e continuem pregando o evangelho fielmente diante de toda situação. Oremos na certeza de que somos limitados e totalmente dependes da Graça de Jesus, nosso Único Mediador (1Tm 2.5). Ele abre portas, mas também as fecha (Ap 3.7). Quando oramos, estamos dialogando com Deus. A oração é um mandamento de Deus que vem acompanhado da garantia de que Ele sempre nos responde (Sl 99.6; Mt 7.7,8).